Os gastos do governo federal com diárias e passagens ultrapassaram R$ 3,58 bilhões em 2024, durante a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Esse montante reflete um aumento real de 2,9%, já ajustado pela inflação, em relação aos R$ 3,48 bilhões registrados no mesmo período de 2023, também corrigidos. De acordo com dados oficiais do Tesouro Nacional, divulgados no relatório do resultado primário de dezembro de 2024, esse é o maior valor real desde 2014, quando o custo foi de R$ 4,34 bilhões, ainda na administração de Dilma Rousseff, do mesmo partido. A série histórica desses registros começou em 2011.
Recentemente, a primeira-dama Janja da Silva informou, em uma publicação nas redes sociais no dia 3 de fevereiro de 2025, que fará uma viagem a Roma acompanhada do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias. O objetivo da visita é participar da criação do conselho internacional da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, a convite do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), ligado à ONU. Dados do Tesouro Nacional indicam que as despesas com viagens oficiais de Janja e sua equipe, incluindo todos os funcionários envolvidos, totalizaram R$ 791.542,23 entre 2023 e 2024.
Comparando os períodos, os custos com diários e passagens em 2023 e 2024, sob a gestão atual, são significativamente superiores aos do governo anterior, de Jair Bolsonaro, do PL, quando o valor totalizou R$ 3,91 bilhões, já corrigido pela inflação. O aumento nos gastos tem gerado atenção, especialmente por se tratar do maior patamar real em uma década, conforme apontam os registros históricos. Esses números refletem as despesas gerais da União, incluindo deslocamentos oficiais de autoridades e equipes de apoio, conforme detalhado nos relatórios oficiais.
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