O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, mandou um recado duro nesta quarta-feira (18): qualquer ataque dos Estados Unidos ao território iraniano terá "consequências graves e irreversíveis". A declaração foi feita em rede nacional, como resposta direta às falas do ex-presidente Donald Trump, que um dia antes exigiu a “rendição incondicional” do Irã, em meio ao conflito com Israel.

Durante o pronunciamento, Khamenei não poupou palavras. Afirmou que o Irã jamais irá se render e que “quem conhece a história do povo iraniano sabe que não nos curvamos diante de ameaças”. Ele ainda acusou Israel de cometer um “erro brutal” ao lançar ataques contra o país e prometeu vingança: “O sangue das vítimas será cobrado”.
O confronto entre Irã e Israel já dura seis dias, com um saldo oficial de 248 mortos — 224 no Irã e 24 em Israel. Fontes independentes apontam que o número real pode ser ainda maior. A situação ficou ainda mais tensa após a morte do general iraniano Ali Shadmani, um dos principais nomes das forças armadas do país, em um bombardeio israelense.
No mesmo dia, o porta-voz da chancelaria iraniana, Esmail Baghaei, alertou que uma eventual ofensiva dos EUA pode desencadear uma "guerra total" na região. Apesar da tensão, ele ainda falou em possibilidade de solução negociada e classificou uma intervenção americana como “extremamente irresponsável”.
Na véspera, o Irã lançou mísseis contra alvos em Israel, e novas explosões foram registradas em Teerã e Karaj. Em resposta, Israel reforçou os bombardeios.
Donald Trump, por sua vez, incendiou ainda mais a crise. Em sua rede social, disse que a paciência dos EUA “está acabando” e deixou no ar uma ameaça direta a Khamenei: “Sabemos onde ele está... Não vamos eliminá-lo — pelo menos por enquanto”, escreveu, minutos antes de postar: “Rendição incondicional!”.
Segundo a Casa Branca, Trump deixou antecipadamente a cúpula do G7 para tratar do conflito, se reunindo com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o Conselho de Segurança Nacional. Detalhes da conversa foram mantidos em sigilo. Fontes da Reuters confirmaram o envio de reforços militares americanos ao Oriente Médio, com aviões de combate e prolongamento da permanência de tropas já posicionadas na região.
Até o momento, a atuação dos EUA permanece em caráter defensivo, focada em ajudar na interceptação de mísseis contra Israel.
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