O governador Ibaneis Rocha anunciou a expansão do modelo de escolas cívico militares no Distrito Federal. Segundo ele, a rede pública passará a contar com 50 unidades, o dobro do número atual, após os resultados positivos obtidos nas avaliações junto à comunidade escolar.
Atualmente, o DF possui 25 escolas de gestão compartilhada, sendo 17 em parceria com o Corpo de Bombeiros e oito com a Polícia Militar. A ampliação atende ao alto índice de aprovação, superior a 80%, registrado entre pais, alunos, professores e servidores, de acordo com a Secretaria de Educação.
"É um orgulho muito grande ver essa parceria entre Educação e Segurança dando certo. Alunos que viviam em regiões de vulnerabilidade hoje estão passando em universidades federais e se destacando. É uma prova de que esse modelo, que muitos criticaram, é exitoso e serve de exemplo para todo o país", afirmou o governador.
A avaliação das escolas cívico militares é feita por meio das consultas públicas previstas na Lei de Gestão Democrática da Educação, com a participação de professores, pais, estudantes e servidores. Em média, 300 pessoas votam em cada unidade para decidir sobre a adesão ao modelo. As atas das reuniões ficam disponíveis em cartório, pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI) ou nas ouvidorias das secretarias envolvidas.
Criado em 2019, o modelo começou com quatro escolas piloto em regiões consideradas de vulnerabilidade, identificadas pela Secretaria de Segurança Pública. A gestão é compartilhada entre as pastas de Educação e Segurança Pública, sem custos adicionais. Os militares que atuam nessas unidades são da reserva remunerada, o que evita impacto no efetivo ativo das corporações.
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